quarta-feira, abril 12, 2006

354) Da série: o Brasil é um país totalmente preparado para NÃO crescer...

O Estado de São Paulo, 11.04.06 - pág. B8

Média de crescimento anual passou para 1,3% entre 2001 e 2004
PESQUISA sosbre produtividade da indústria

Fabio Graner
BRASÍLIA

O Brasil está ficando para trás na corrida mundial da produtividade do trabalho na indústria de transformação. O País era o 4º colocado na segunda metade dos anos 90 e agora, conforme estudo divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), despencou para a 22ª colocação, a penúltima na lista elaborada pela entidade.
Entre 2001 e 2004, a indústria aumentou a produtividade média anual em apenas 1,3%, por causa dos juros altos e do baixo investimento. A Itália (-0,9%) é o último colocado.
Segundo a CNI, a Índia apresentou maior crescimento de produtividade em média por ano: 10,1% (período 2001-2003).
Em seguida, aparecem os também asiáticos Cingapura, Malásia e Tailândia, com taxas de respectivamente 8,2%, 6,9% e 6,2% entre 2001 e 2004. Estados Unidos aparecem em 5º, com produtividade anual média crescendo a uma taxa de 6,1%.
Para a CNI, esse distanciamento do Brasil em relação ao mundo é um alerta, sobretudo do ponto de vista das exportações. 'Assim como parte do desempenho exportador dos últimos anos é creditada aos ganhos de produtividade da década de 90, o baixo crescimento da produtividade tende a comprometer o vigor dos setores exportadores no futuro.' A produtividade do trabalho é definida como a produção dividida pelo número de trabalhadores empregados. Em 2005, período que não foi considerado na comparação com os outros países, a produtividade do trabalho na indústria caiu 1,4%.
Com isso, na primeira metade desta década, a média anual de expansão do indicador ficou em 0,7%, o que 'consolida o primeiro qüinqüênio (dos anos 2000) como um dos piores dos últimos 35 anos, com desempenho superior a apenas ao da segunda metade da década de 80'.
Para a entidade, o baixo nível de investimentos, causado pelas interrupções seguidas no crescimento e pelos juros elevados, é a razão para o fraco desempenho. O estudo diz que para o Brasil se recuperar no ranking é preciso elevar, sobretudo, os investimentos voltados para a inovação tecnológica.

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